quarta-feira, 8 de abril de 2020

CONHEÇA OS PERFIS ACADÉMICOS E POLÍTICOS DOS MEMBROS DO GOVERNO DE ENG. NUNO NABIAM



Conheça os perfis académico e político dos elementos do elenco governamental dirigido por Nuno Gomes Nabiam. Este é um exercício jornalístico que o semanário O Democrata faz desde 2014. Visa informar aos aos cidadãos quem são os nossos governantes.
MINISTROS:
Mamadu Serifo Djaguité (MADEM-G15) – Ministro da Presidência do Conselho de Ministros e Assuntos Parlamentares:






Nasceu no dia 20 de abril de 1960. Formou-se como Técnico Superior em Hotelaria e Turismo no ITHT (Argélia), em 1983/1986. Quadro Sénior do ministério do Turismo. Dirigente do Movimento para a Alternância Democrática (MADEM-G15). Em 1988 fez o curso do aperfeiçoamento em Gestão Hoteleira no IRHT (França). Dirigiu várias unidades hoteleiras do país. Desempenhou várias funções Foi diretor-geral do Ministério do Turismo e Artesanato, em 2006/2008. Foi Secretário-geral da Presidência da República, em 2009/2011. Depois da morte do falecido Presidente Malam Bacai Sanhá foi reconduzido para a mesma função pelo Presidente Interino, Manuel Serifo Nhamadjo, em 2012/2014. Também foi Assessor Técnico Principal do ministro dos Transportes e Comunicações na altura. Agora foi chamado para exercer as funções  ministro da Presidência do Conselho de Ministros e Assuntos Parlamentaresno governo de Nuno Gomes Nabiam.

Jorge Malú (PRS) – Ministro dos Recursos Naturais e Energia:





Nasceu a 14 de Abril de 1962, em Bula (região de Cacheu). Fez licenciatura em arquitetura no Instituto de Engenharia Civil de Odessa, República da Ucrânia (Ex-URSS), em 1987-1992. Vice-presidente do Partido da Renovação Social, deputado da Nação da X legislatura. Foi Presidente da Assembleia Nacional Popular, em 1999/2003. Foi vice-presidente da Comissão Organizadora da Conferência Nacional – Caminhos para Paz, Reconciliação e Desenvolvimento, em 2010/2011. Conselheiro do Presidente da Assembleia Nacional Popular para Assuntos Políticos e Parlamentares, em 2014/2016. Deputado e vice-presidente do Comité Interparlamentar de UEMOA-C.I.P. Foi ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e Comunidades, em 2017/2018. Nomeado agora para a pasta dos Recursos Naturais e Energia.   

Jorge Mandinga ( APU-PDGB) – Ministro dos Transportes e Comunicações:





Natural da Guiné-Bissau. É diplomado em Engenharia Civil pelo Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa (ISTUL) e mestrado em administração de empresas pelo IMD, International Institute for Management Development ( Lausanne-Suíça). Exerceu as funções do diretor técnico da CUP (Cooperativa Unidade e Progresso), a principal empresa de construção. Começou a trabalhar no Estado  em 1980 como diretor-geral do ministério das Obras Públicas, Construções e Urbanismo. Conta com uma longa experiência em associativismo empresarial. Empresário e sócio fundador e promotor de várias associações, nomeadamente: a Associação Industrial da Guiné-Bissau (AIGB) e a Câmara de Comércio da Guiné-Bissau. Dirigente de Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB). Chamado a exercer a função do ministro de Transportes e Comunicações.    

Abel da Silva Gomes (MADEM-G15) – Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural:





Natural de Bissau e politólogo residente em Quinhamel. De 1984 e 1985 fez o curso intensivo na gestão partidária e estatal na academia superior de ciências políticas e gestão social junto do partido comunista da Bulgária. Em 2014, fez o curso de liderança na República Popular da China. Foi dirigente do PAIGC e eleito duas vezes deputado na lista dos libertadores (1994 e 2014) antes de ter sido expulso das fileiras do partido libertador. Desempenhou várias funções a nível da Assembleia Nacional Popular(ANP).  Foi membro fundador do Movimento para Alternância Democrática (MADEM) e Secretário Nacional do partido. Eleito deputado da lista do MADEM para a Xª legislatura no circulo eleitoral 21. Nomeado ministro de Agricultura e Desenvolvimento Rural.

Victor Mandinga (MADEM-G 15)- Ministro da Economia, Plano e Integração  Regional:





Natural da região de Bafatá, leste da Guiné-Bissau. Licenciado em Economia pelo Instituto Superior de Economia/Universidade Técnica de Lisboa, com especialização em econometria e métodos matemáticos para economia (1975/1980). De 1980 a 1985 frequentou vários ciclos de formação em Washington- USA (FMI-BM) e na Universidade de Grenoble – França. De 1980 a 1985, técnico superior no Banco Nacional da Guiné-Bissau/BNGB. Trabalhou em vários projetos do Fundo Monetário Internacional e Banco Mundial. Membro fundador do Partido da Convergência Democrática (PCD), uma formação política que dirigiu vários anos. Eleito várias vezes deputado da nação e foi reeleito deputado nesta X legislatura pela lista do Movimento para Alternância Democratica (MADEM). Exerceu várias vezes função do ministro. Pasta das Finanças, entre 2005/2007. Ministro do Comércio e Promoção Empresarial de 2016 a 2018. Foi chamado desta vez para ocupar a pasta da Economia, Plano e Integração Regional. 

João Alaje Mamadu Fadia (?)- Ministro das Finanças:





Nasceu no dia 04 de Janeiro de 1959, em Bolama. Tem diploma de Estudos Superiores em Contabilidade e Administração Bancária, pelo Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa, em 1996.  Fez igualmente diversos cursos e estágios nos domínios da atividade bancária, contabilidade, auditoria e finanças, realizadas em várias instituições. Trabalhou muito cedo no antigo Banco Central da Guiné-Bissau, desde o ano de 1978. Foi diretor Central de Controlo e Prevenção de Riscos na sede do banco BCEAO, em Dakar, 2007/2008. Nomeado Diretor Nacional do BCEAO, de junho 2008 a dezembro de 2016. Desempenhou o cargo do ministro da Economia e Finanças no Governo de Carlos Gomes Júnior, em 2004/2005. Ocupou a mesma pasta no executivo de General Úmaro Sissoco Embaló, entre 2017/2018. Nomeado mais uma para exercer as funções  do ministro das Finanças, através do decreto presidencial n°. 04/2020. 

Suzi Carla Barbosa (PAIGC) – Ministra dos Negócios Estrangeiros, Cooperação  Internacional  e Comunidades:





Nasceu no dia 05 de Julho de 1973. Licenciada-1992/1996, em Relações Internacionais, especializou-se em Diplomacia Africana, pelo Instituto Superior de Gestão e Economia de Lisboa – Portugal. Foi gerente de Relações Públicas–Grupo Cordial Hoteles. Em 2014, gerente do Grupo Capé. Foi distinguida com o prémio ‘Humanitário Pan-Africano’ no domínio da Liderança Social e Advocacia de Género [Pan African Award on Social Leadership & Gender Advocay], tornando-se primeira personalidade guineense a receber uma distinção nesta categoria, em 2017. Dirigente do partido libertador. Foi Secretária de Estado da Cooperação Internacional e Comunidades, em 2015. Eleita deputada da nação na nona legislatura e voltou a ser eleita deputada nesta legislatura, a Xª. Ocupou a pasta dos Negócios Estrangeiros no último executivo de Aristides Gomes e demitiu-se invocando razões políticas e pessoais. Foi chamada para exercer a mesma função neste executivo dirigido por Eng. Nuno Gomes Nabiam. 

Botche Candé (PRS) – Ministro do Interior:





Nasceu a 18 de Julho de 1955. Iniciou os seus estudos primários que veio a interromper após o falecimento do pai. Dirigente dissidente do PAIGC. Em 2001 foi nomeado ministro de Estado e Conselheiro para Assuntos Religiosos do Presidente da República, Koumba Yalá. De 2002 a 2003, nomeado ministro de Comércio, Indústria, Turismo e Artesanato. Em 2009, nomeado novamente ministro de Comércio, Indústria, Turismo e Artesanato. Fazia parte do elenco de Baciro Djá como o Ministro de Estado do Interior. No governo de Úmaro Sissoco Embaló exerceu as mesmas funções. Nesta Xª legislatura foi eleito deputado na lista do PRS. Exerceu a função de Alto Comissário para a peregrinação a cidade santa de Meca (Arabia Saudita) e foi também o Conselheiro Especial para assuntos da Defesa, da Segurança interna e externa do antigo Presidente José Mário Vaz. Voltou a ser chamado para ocupar a pasta do Interior, através do decreto presidencia n°. 04/2020.

Fernando Mendonça (CADOGO JÚNIOR)- Ministro da Justiça:





Nasceu no dia 15 de julho de 1958, em Có, setor Bula. Ex-dirigente do PAIGC. É jornalista de profissão. De 2006/2008- Diretor-geral do Centro de Análise Estratégico na Presidência de Nino Vieira. De 2004-2006 – Director-geral da Comunicação Social no governo de Carlos Gomes Júnior. Em 1996 desempenhou as funções do diretor-geral da Radiodifusão Nacional (RDN). Em 2008 exerceu a função do ministro da comunicação social no governo de Carlos Correia e em 2009 voltou a exercer as mesmas funções na era de Carlos Gomes Júnior. Foi Conselheiro de comunicação do Presidente Interino, Raimundo Pereira, de 2009 /2012. De 2014 a 2020 desempenhou as funções de Conselheiro e Porta-voz do Presidente da República cessante, José Mário Vaz.

Sandji Fati (MADEM-G15) – Ministro da Defesa e Combatentes da Liberdade da Pátria:





Nasceu a 08 de Agosto de 1956, em Bissau. Combatente da Liberdade da Pátria, dirigente de MADEM. Fez o curso do Estado-Maior no ano 1992/1993, em Portugal. Mestrado em ciência militar (academia), onde fez inter-ramos (Marinha, Força Aérea, Exercito e Guarda Nacional), em 1993/1994, na Escola de Guerra em França. Oficial pára-quedista em 1996, na Escola Aerotransportadora da cidade de Pau (França). Licenciado em Direito na Faculdade de Direito de Bissau, em 2003. Fez uma formação de gestão de projetos nos Estados Unidos de América. Mestrando na área do direito constitucional na Faculdade de Direito de Lisboa. Foi ministro da Educação Nacional e voltou a ser chamado para ocupar a pasta da Defesa e Combatentes da Liberdade da Pátria no executivo dirigido por Nabiam.  

Fernando Dias da Costa (PRS) – Ministro da Administração Territorial e Poder Local:





Nasceu no dia 14 de Junho de 1978. Licenciou-se em Direito na Faculdade de Direto Bissau. Fez o curso intensivo de Contabilidade na CENFA-2001/2002. Em 12 de março a 27 de abril do ano 2018 frequentou o curso de Pós-graduação em Direito penal ministrado por professores da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e da Faculdade de Direito de Bissau, nomeadamente: o Direito Penal Ambiental, o Direito Costumeiro, o Direito Penal Económico e o Direito Fundamental. Dirigente do Partido da Renovação Social (PRS) e Secretário-geral da Juventude do PRS (J-PRS).  Foi Inspetor chefe no Ministério de Comércio, de 2001/2003. Director Geral do Conselho Nacional dos Carregadores da Guiné Bissau-2014/2019. Director de Recursos Humanos de ASECNA. Nomeado para exercer o cargo do ministro da Administração Territorial e Poder Local. 

Malam Sambú (PRS) – Ministro das Pescas:





Nasceu no dia 10 de agosto de 1961. Fez o ensino médio Superior na escola Normal Superior “Tchico Té”, professor de física de 1982 a 1988. Licenciado na Universidade Nanjing e depois fez o mestrado em Engenharia Elétrica e Eletrónica na Universidade de Macau. Engenheiro responsável pelas áreas de Eletricidade, Informática, Telecomunicações, frio e fiscalização de obras na Universidade de Macau. Adido comercial e empresarial da Guiné-Bissau, em Macau. Foi primeiro secretário na Embaixada da Guiné-Bissau na República Popular da China. Embaixador da Guiné-Bissau na República Popular de China, bem como para o Japão, a Índia, Singapura, a República de Correa e a República Socialista de Vietnam. Militante do PRS desde 1995 e deputado da nação, em 2008. Nomeado agora para exercer o cargo de ministro das Pescas neste governo.

António Artur Sanhá (PRS)- Ministro do Comércio e Indústria:






Arcénio Abdulai Jibrilo Baldé (MADEM-G15)- Ministro da Educação Nacional e Ensino Superior:






Nasceu no dia 03 de gosto de 1955, em Catió, região. Formou-se em Psicologia, Contabilidade e Administração Pública.  Para além da frequência  universitária  na Faculdade de Direito de Bissau, fez vários cursos intensivos, entre os quais destacam-se: contabilidade e análise económica e financeira, gestão financeira, estatísticas e sensos setoriais. Foi diretor fundador do Centro Nacional de Formação  Administrativa(CENFA) e Secretário-geral do Ministério da Educação Nacional. É professor. No estrangeiro (Portugal, Cabo Verde e Brasil) lecionou em ações de práticas pedagógicas de formação: administração, gestão e ensino de língua e integração às culturas africanas. Músico, poeta e escritor, desde 1971. É dirigente do Movimento para a Alternância Democrática. Combatente da Liberdade da Pátria com percurso politico ativo iniciado em abril de 1969 no PAIGC, nas então células clandestinas da “zona zero”, foi agora chamado para as funções do ministro da Educação Nacional e Ensino superior no governo de Nuno Gomes Nabiam.

Maria Celina Vieira Tavares (APU-PDGB)- Ministra da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social:






António Deuna (APU-PDGB)- Ministro da Saúde Pública:





Nasceu no dia 15 de julho de 1958, em Empada, Região de Quinara, no Sul da Guiné-Bissau. Em 1976/80, fez o curso de Farmácia na Ex. URSS na cidade Leninegrado. Em 1983/89, licenciou-se em Medicina pela Universidade Patrice Lumumba em Moscovo. Exerce há mais de 30 anos como Médico de Clinica Geral e Assistente de Cirurgia/Urologia no Hospital Nacional Simão Mendes e mais de 8 anos como profissional no Sistema Nacional de Saúde. Foi diretor de Hospital de Bula, bem como desempenhou a função do diretor-geral de Estabelecimentos dos Cuidados de Saúde. Foi Coordenador de Programa de reforço de capacidade Institucional e Técnica dos Recursos Humanos do Hospital Nacional Simão Mendes. Foi diretor de Banco de Urgência de Cirurgia de Hospital Nacional Simão Mendes. É dirigente e membro fundador da Assembleia de Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU- PDGB). Nomeado por decreto n°. 05/2020, para ocupar a pasta do ministro da Saúde Pública.

Maria da Conceição Évora (MADEM-G15)- Ministra da Mulher, Família e Solidariedade Social:





Nasceu no dia 17 de fevereiro de 1964, em Tite, região de Quinara.  Estudante de 2º ano do direito na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) – Brasil, 1986/1988. De 1988/1991 frequentou 2º ano de curso de Comunicação Social na Universidade Nova de Lisboa-Portugal.  Frequentou formação na área dos Direitos Humanos-ULB- na Universidade Livre de Bruxelas-Bélgica. Exerceu há vários anos como jornalista na Radiodifusão Nacional, na qual desempenhou as funções da Diretora-geral da Radiodifusão Nacional, de 1996 – 1999. De 2018/2019, Inspetora-geral da Juventude, Cultura e Desportos. Desempenhou as funções da Diretora-geral dos Desportos, de 2017/2018. Foi secretária de Estado da Juventude e Desportos, em 2019. Dirigente do MADEM e vai ocupar a pasta da ministra de Família e Solidariedade.

Fidelis Forbs (MADEM-G15)- Ministro das Obras Públicas, Habitação  e Urbanismo: 





Nasceu a 02 de Junho de 1975, em Bissau. Iniciou a formação da Contabilidade e Gestão na Escola Nacional de Administração (Ex-CENFA) e que acabou por concluir no Instituto Profissional de Lisboa (Portugal), em 2005. Fez ainda uma formação denominada de “Cothing – Executivo e Financeiro” no Instituto Profissional de Lisboa (IPROF). Dirigente do MADEM-G15. Em 2008, desempenhou a função de Director-geral dos Desportos. Em 2012,  nomeado diretor administrativo e financeiro da Empresa Nacional PETROGUIN. Foi nomeado no governo de Baciro Djá Secretário de Estado dos Transportes e Comunicações. Nomeado no executivo de General Sissoco Embaló para exercer a função do Ministro dos Transportes e Comunicações. Agora, Forbs exercer o cargo de ministro das Obras Públicas, Habitação  e Urbanismo no executivo liderado por Nabiam.  

Viriato Soares Cassamá (MADEM-G 15) – Ministro do Ambiente e Biodiversidade:





Nasceu no dia 14 de novembro de 1970, na cidade de Gabú. Licenciado em Engenharia do Ambiente, ramo ambiente, pela Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) da Universidade Nova de Lisboa (UNL) -1997. Mestre em Georrecursos (Gestão dos Recursos Naturais), área científica (Geossistemas), pelo Instituto Superior Técnico (IST) da Universidade Técnica de Lisboa (UTL) – setembro de 2006. Doutorando em Estudos Globais, pela Universidade Aberta, Portugal. Director-geral do Ambiente (2016-2020), Coordenador do Projecto Promoção de uma Agricultura Clima-Inteligente no Leste da Guiné-Bissau (até Fevereiro de 2020). Investigador em matériaDetecção Remota das Alterações do Coberto do solo, Cartografia da Vegetação, Sistemas de Informação Geográfica. Nomeado a ocupar a pasta do Ambiente e Biodiversidade, uma pasta governamental que pertence ao Movimento para Alternância Democrática.

SECRETÁRIOS DE ESTADOS:
Dara Iurgan da Fonseca Ramos( MADEM-G15)- Secretária de Estado das Comunidades:





Nasceu no dia 22 de novembro de 1981 na Guiné-Bissau. Licenciatura em Gestão de Empresas – Ramo de Finanças- em 2012. Áreas de especialização: a Contabilidade de Gestão Avançada, a Fiscalidade Empresarial, a Auditoria e a Accountability. Tem pós-graduação em gestão empresarial, concluído em 2013 pelo Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra. Tem experiência em Competitividade Organizacional, Otimização e Gestão de Operações, Gestão Comercial e Marketing, Inovação e Competitividade, Gestão de Pessoas e de Equipas. Chamada a ocupar a pasta governamental pela primeira vez na quota do MADEM, a função da Secretária de Estado das Comunidades.

Augusto Gomes (APU-PDGB)- Secretário de Estado  da Cooperação Internacional:





Nascido a 03 de janeiro de 1964 em Canchungo, região de Cacheu. Licenciado em direito pela Universidade Jean Piaget. Fez o curso médio do inglês no Centro de Formação Administrativa (CENFA). É técnico superior bancário, formado no Instituto de formação bancaria de Portugal em 1995/1997. Em 2000/2002, foi assessor principal do administrador provisório do Banco Internacional da Guiné-Bissau (BIGB). Em 2012 a 2014, desempenhou a função do diretor-geral da Presidência da República. Desempenhou a função de chefe de gabinete do ministro da Presidência do Conselho de Ministros desde junho de 2018 e até a queda do governo de Aristides Gomes. Nomeado para o cargo do Secretário de Estado da Cooperação Internacional. 

Florentino Fernando Dias (MADEM-G15)- Secretário de Estado  da Juventude e Desportos:





Nasceu a 06 de janeiro de 1983. Faz parte dos militantes dos libertadores apoiantes do Grupo de 15 deputados dissidentes da fileira do PAIGC e agora dirigente do MADEM-G15. Licenciou-se em Direito pela Faculdade de Direito de Bissau, em 2007. Jurista e Advogado de Profissão. Membro Permanente e Fundador do Conselho do Trabalho e Diálogo Social da União Económica Monetária Oeste Africana (UEMOA). Membro e fundador do Instituto Politécnico Academus. Foi nomeado pela primeira vez como Secretário de Estado de Transportes e Telecomunicações no executivo de Baciro Dja, que durou apenas 48 horas. Ocupou a função do Secretário de Estado da Juventude e Desportos no governo de Aristides Gomes, entre 2017/2018. Voltou a desempenhar a mesma função neste executivo liderado por Nuno Gomes Nabiam.

José Carlos Varela Casimiro(MADEM-G15)- Secretário de Estado do Orçamento e Assuntos Fiscais:





Nasceu no dia 05 de maio de 1958, em Bissau, na Guiné-Bissau. Em 1980/85, licenciou-se em Economia pela Universidade de Havana (Cuba). É mestre em Economia pela Universidade de Sudeste de Illinois em Carbondale (USA). Ao longo da sua carreira, exerceu as funções deAssistente de Operações no Escritório do Banco Mundial em Bissau. Foi diretor-geral da empresa ENAG/Aeroporto de Bissau. Consultor Independente e Coordenador do Projecto de Sector Privado financiado pelo Banco Mundial(PRSP). Técnico da Secretaria de Estado do Plano e Integração Regional e Presidente do Comité de Pilotagem da Autoridade de Regulação dos Concursos Públicos. É dirigente e membro fundador do Movimento Para Alternância Democrática (MADEM G15). Nomeado para o cargo do Secretário de Estado do Orçamento e Assuntos Fiscais.  

Ilídio Vieira Té ( PRS)- Secretário de Estado do Tesouro:





Nasceu no dia 05 de maio de 1983. Licenciou-se em Direito Público, em 2007 e Mestrado em Direitos Humanos Interculturais e Desenvolvimento pela Universidade Pablo de Olavide (Espanha-Sevilha, em2009). Dirigente do Partido da Renovação Social. Foi diretor de Serviço da Organização Administrativa do Ministério da Função Pública. Diretor de Gabinete do ministro da Função Pública, Trabalho e Segurança Social. Secretário-geral do Ministério da Administração Pública, Trabalho e Reforma Administrativa,e ntre 2018/2019. Nomeado a exercer agora o cargo de Secretário de Estado do Tesouro.

Cornélia Lopes Man (PRS)- Secretária de Estado da Gestão Hospitalar:





Nasceu no dia 16 de setembro de 1962, em Biombo. Frequência Universitária pela Faculdade de Sociologia da Universidade Estatal de Varonej-Rússia (Ex-URSS)-1986/88. Licenciou-se em Ciências de Educação, com especialização na Língua portuguesa, pela Escola Normal Superior “Tchico Té”-2002/2006. Dirigente do Partido da Renovação Social (PRS). Inspetora Principal da Administração Pública desde 2013. Foi diretora-geral do Ensino Superior e Investigação Científica. Diretora-geral da Reforma Administrativa no Ministério da Função Pública, Reforma e Modernização de Estado, de 2018 a 2019. Agora vai ocupar a pasta da Secretária de Estado da Gestão Hospitalar.

Garcia Bifa Bideta (APU-PDGB) –  Secretário de Estado do Ensino Superior e Investigação Científica:





Nasceu no dia 16 de Abril 1983, em Nhacra, região de Oio. Fez a licenciatura em Ciências de Educação na Universidade Lusófona da Guiné (ULG), entre 2004 e 2010. Fez o mestrado em Sociologia pela Universidade do Porto (Portugal) – Especialização em Políticas Educativas na Guiné-Bissau. É docente na Universidade Lusófona da Guiné, Escola Nacional de Administração e Universidade Jean Piaget. De 2017/2019, diretor do Serviço da Divisão da Política da Educação e Formação no Instituto Nacional para o Desenvolvimento da Educação – INDE. Coordenador Pedagógico de Harmonização dos Programas do Ensino Secundário, 2016/2019. É dirigente de APU-PDGB e é a segunda vez que participa num governo em representação do seu partido e vai exercer as mesmas funções que desempenhou no anterior governo. 

Nhima Sissé (MADEM-G15)- Secretária de Estado do Turismo e Artesanato:





Nasceu no dia 02 de dezembro de 1962 em Bissau. Fez o curso médio de contabilidade na Escola Nacional de Administração (ENA). Licenciou-se em Língua portuguesa pela Escola Normal Superior “Tchico Té”-  Instituto Camões. Deputada da nação na Vª e VIª legislatura no círculo eleitoral 27-Bissau. Presidente do Instituto da Mulher e Criança (IMC). Foi a primeira mulher a desempenhar o cargo de presidente da Federação de Luta Tradicional, de 2002/2003. Dirigente e membro da Comissão Política do MADEM G-15, onde desempenha o cargo da Secretária de Departamento para os Assuntos Sociais e Culturais. Nomeada a Secretária de Estado do Turismo e Artesanato.

Mário Fambé (PRS)- Secretário de Estado da Ordem Pública:






Mónica Buaró da Costa(PRS)- Secretária de Estado do Plano e Integração Territorial:





Nasceu no dia 29 de outubro 1978, em Contuboel, regiao de Bafatá.  Tem Pós-graduação na Administração Pública- pelo INA- Instituto Nacional de Administração Pública (Portugal), em 2015. Funcionária da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau (ANP ). Foi secretária do 2º Secretário da ANP, em 2009. De 2013 a 2014 Expertise SARL-Consultora Associada para os domínios de estudos, diagnósticos e formações. Consultora do PNUD para a realização de estudo/pesquisa sobre o estado do serviço público em África SOPSA, de 2015/2016. Foi diretora-geral da Rádio Difusão Nacional (RDN). Foi diretora-geral da Descentralização Administrativa- Ministério da Administração Territorial. Nomeada a exercer cargo de Secretaria de Estado do Plano e Integração Regional.

Francelino Cunha (PRS)- Secretário de Estado da Cultura:





Nasceu no dia 15 de junho de 1965 na cidade de Bolama, regiao de Bolama Bijagós. Jornalista de formação. Tem licenciatura e mestrado em jornalismo pela Universidade Estatal de Veronej, República Federativa  da Rússia. Professor universitário e docente das cadeiras de jornalismo Radiofónico e Televisivo há vários anos na Universidade Amílcar Cabral (AC) e mais tarde na Universidade Lusófona da Guiné (ULG).  Na Televisão da Guiné-Bissau (TGB) é o local onde durante 20 anos consecutivos prestou serviços como jornalista. Ocupou o cargo do diretor de informação,  diretor- geral e Presidente do Conselho de Administração, funções que exerceu até à sua nomeação ao cargo de Secretário de Estado da Cultura. 

Conco Turé (MADEM-G15) – Secretário de Estado da Comunicação Social:





Nasceu no dia 15 de setembro de 1962 em Xime, Sector de Bambadinca, região de Bafatá. Licenciado em Gestão e Administração Pública, com especialização na área de recursos humanos pela Universidade Técnica de Lisboa – Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas em Portugal. Jornalista Repórter do Jornal Nô Pintcha, entre 1984/1985. Técnico Superior e Assistente da Direção Geral do Comercio Externo no Ministério do Comercio, Indústria, Turismo e Artesanato, em 1995-1998. Chefe de repartição de Importação no Ministério do Comercio Industria, Turismo e Artesanato. Promotor e consultor de várias Associações e empresas do sector privado nomeadamente, CCIAS, AGUIPEC, AJEP, AOIPN, ARGB e AGUICOB. Professor na Universidade Colinas de Boé em várias cadeiras, entre 2003-2011. Director-geral do GRUPO MALAIKA, SA. Nomeado agora para exercer o cargo de Secretário de Estado da Comunicação Social, uma pasta governamental que pertence ao MADEM. 

Augusto Nhaga( RGB) – Secretário de Estado dos Combatentes da Liberdade da Pátria:





Nasceu em Bissalanca, Sector de Safim, Região de Biombo. Licenciado em Direito (Menção em Administração Pública), em 2009. Deputado da nação na VIª legislatura, 1999-2003. Membro da Comissão Especializada para os Assuntos Jurídicos, Constitucionais, Administração Pública e Direitos Humanos e membro da Comissão Ad-hoc para os Assuntos da Mulher e Criança. Em 2010, consultor para elaboração da lei de bases do Ambiente e do regulamento da Inspeção Ambiental e no mesmo ano consultor para finalização do projeto da lei de avaliação ambiental. No ano 2011, consultor para elaboração do regulamento do fundo para o ambiente.  Dirigente da Resistência da Guiné-Bissau – Movimento Bafatá, nomeado para a função do Secretário de Estado dos Combatentes da Liberdade da Pátria.
nb: texto publicado no formato impresso do Jornal O Democrata, edição n°354 de 12 de março de 2020

AS FALÁCIAS DO AUTOPROCLAMADO GOVERNO


Desde que assaltou o poder através de um golpe de Estado, o autoproclamado governo tem servido aos Guineenses várias falácias, cada uma mais ridícula do que a outra.

O autoproclamado governo acusou o governo legítimo de ter deixado 38 mil FCFA nos cofres do Estado. Cofres do Estado são o conjunto das contas do Tesouro no Banco Central, nos bancos comerciais e no Tesouro Público (que funciona como um Banco). O que significa que em todas essas contas, só viram uns míseros 38 mil francos CFA.

No entanto, semanas depois, esse mesmo governo pagou os salários do mês de Fevereiro, utilizando 4,2 bilhões de CFA dos 7,5 bilhões que o governo legítimo tinha deixado na conta especial do Tesouro. Ou seja, pagou os salários do mês de Fevereiro com fundos deixados pelo governo legítimo.
Além disso, nos últimos três dias que precederam o golpe de Estado de 27 de Fevereiro, as receitas totais (Impostos e Alfândegas) totalizaram 860,5 milhões de francos CFA.

Por outro lado, antes de assaltarem o poder, criticavam o governo legítimo de estar a emitir títulos de tesouro. Na verdade, o governo legítimo e a UEMOA TITRES (agência da UEMOA de apoio às emissões de dívidas soberanas) aprovaram conjuntamente, em finais de 2019, a emissão de cerca de 75 bilhões de francos CFA em 2020 de títulos de tesouro, principalmente para o reembolso de títulos a vencer em 2020 (26 bilhões CFA) e a cobertura do défice orçamental, designadamente o pagamento de parte do serviço da dívida externa.

O plano de emissões de títulos de tesouro, uma vez aprovado, pode ser executado com a assinatura do Diretor Geral do Tesouro. É esse plano de emissões que o autoproclamado governo está a usar. É com base nesse plano que foi efetuada a emissão de cerca de 10 bilhões de francos CFA ontem, dia 7 de Abril.

Esta emissão destina-se a reembolsar 13 bilhões de francos CFA de títulos de tesouro vencidos no início de Abril de 2020.

Portanto, está claro que o autoproclamado governo, formado por gente que em tempos demagogicamente atacara o governo legítimo por estar a endividar o país com recurso a títulos de dívida, está a utilizar esses mesmos títulos, resultantes de uma programação estratégica do governo legítimo, para pagar salários e realizar outras despesas.

Bissau, 08 de Abril de 2020
Aristides Gomes
Primeiro-ministro Legítimo da Guiné-Bissau

terça-feira, 10 de setembro de 2019

CARLOS GOMES JÚNIOR ADVERTE QUE CORREÇÃO DE OMISSÕES É UMA “TRAPAÇA”


O candidato independente às eleições presidenciais de 24 de novembro, Carlos Gomes Júnior, advertiu esta segunda-feira, 09 de setembro de 2019, que os trabalhos de correção de omissões nos cartões eleitorais não passa de uma trapaça, porque houve um recenseamento de raiz feito pelo executivo para as eleições legislativas e que não faz sentido essas correções.
Gomes júnior falava aos jornalistas depois de um encontro com a missão ministerial da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) numa das unidades hoteleiras da capital Bissau, que se encontrava no país para uma avaliação técnica dos trabalhos da preparação das eleições presidenciais bem como analisar a situação política vigente junto de atores políticos e os titulares de órgão da soberania.
A missão chefiada pelo ministro nigeriano dos negócios estrangeiros e que  exerce a função do ministro da Presidência do Conselho de Ministros da CEDEAO, Kalla Ankoura, da qual fez parte o Secretário-geral da Presidência da República da Guiné-Conacri, em representação do Presidente Alpha Condé, mediador da crise guineense e do presidente da Comissão da CEDEAO, Jean Claude Kass Brou, reuniu-se hoje com responsáveis dos principais partidos com assento parlamentar (PAIGC, MADEM-G 15, PRS e APU-PDGB) e com alguns candidatos, designadamente Carlos Gomes Júnior, Idrissa Djaló e Vladmir Deuna.
Carlos Gomes Júnior disse na sua curta declaração aos jornalistas que a proposta apresentada pela CEDEAO é boa, contudo não revelou os pormenores da proposta. Sustenta, porém,  que a mesma defende a realização ainda este ano das eleições presidenciais, como também recomenda o consenso das partes envolvidas  relativamente à correção ou não dos cadernos eleitorais. 
Para o Gomes Júnior, a correção só vai gastar tempo uma vez que só faltam apenas 60 dias para o escrutínio. E esclareceu que a lei eleitoral é clara com relação a sua alteração, algo que só pode acontecer  na Assembleia Nacional Popular.
Por seu turno, o líder do Partido da Unidade Nacional (PUN) e candidato às eleições presidenciais, Idrissa Djaló, disse que os guineenses merecem estabilidade devido à crise política vivida nos últimos tempos. Acrescentou  que a realização das eleições presidenciais é a alternativa para os guineenses alcançarem a almejada estabilidade.
Entretanto, a missão ministerial da CEDEAO
reuniu-se também com o Procurador-Geral da República, Ladislau Embassa, que na sua declaração aos jornalistas explicou que no concernente ao processo eleitoral vigente, o ministério público deve preocupar-se com a observância da legalidade de todos os processos, caso seja solicitado a sua intervenção.
Fonte: O Democratica

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Guiné-Bissau: Data para as legislativas em novembro será respeitada?


A quatro meses das eleições legislativas na Guiné-Bissau, muitos obstáculos ainda não estão ultrapassados e algns políticos duvidam se a data para o pleito eleitoral será respeitada.

Präsidentschaftswahl in Bissau Wähler (DW/M. Pessoa) Foto de arquivo: Eleições presidenciais na Guiné-Bissau (2014)
A realização das eleições legislativas na data fixada, a 18 de novembro do ano corrente, é a grande incógnita na Guiné-Bissau, porque segundo vários observadores os trabalhos no terreno estão atrasados e atos prévios ainda estão por fazer, mas autoridades tentam a todo o custo acertar o calendário e ultrapassar os problemas.
Nesta terça-feira (10.07), os funcionários do Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral estiveram reunidos em Bissau para validarem os trabalhos de atualização de cartografia eleitoral que decorreram em todo país. Trata-se de um dos atos prévios no processo que no fundo serve para definir o mapa eleitoral do país.
Distritos eleitorais cartografados
Braima Biai, Diretor Geral de Cadastro, anunciou que dos cerca de 2.222 distritos eleitorais cartografados, registou-se a maior mobilidade na região de Bafatá, no leste do país.
"Isto tem a ver com a identificação das aldeias. Existem aldeias novas e outras que desapareceram e portanto era preciso identifica-las para que possam ser inseridas dentro dos distritos eleitorais que depois permitirão a equipa de recenseamento identificar essas pessoas que serão os potenciais eleitores. Os trabalhos decorreram em todo território nacional, que permitiram cartografar todos os setores administrativos do país. Em alguns não houve alteração e noutros foram registadas grande mobilidade de pessoas".
Dúvidas sobre cumprimento da data
No entanto, no terreno os observadores continuam com uma série dúvidas sobre a realização do escrutínio na data prevista, tudo por causa da falta de meios financeiros e logísticos, sendo que a própria comunidade internacional, tradicionalmente financiadora do pleito guineense, ainda não tenha traduzido na pratica todas as promessas de apoios nomeadamente financeiros feitas recentemente.
Guinea Bissau Aristides Gomes (DW/B. Darame) Aristides Gomes
Mas, o próprio primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes, está convicto que a data de 18 de novembro será cumprida porque "o Governo da Guiné-Bissau, já tem dinheiro suplementar para as eleições. Para além do montante disponibilizado pelo PNUD (Programa da ONU para o Desenvolvimento) para fazer inicialmente as aquisições, temos mais dinheiro que conseguimos com as nossas poupanças, que não é dinheiro da assistência internacional. Temos dinheiro para pagar em caso de apresentação de uma empresa internacional de serviço, o recenseamento eleitoral. Estamos dispostos a aumentar o montante de 1 800 000 dólares para 2 500 000 dólares se for necessário para pagar uma empresa que venha fazer o recenseamento eleitoral".
Greves prosseguem
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Guiné-Bissau: Data para as legislativas em novembro será respeitada?

Entretanto, no país as dificuldades não são somente relacionadas com a realização das eleições. Também prosseguem as greves no setor da educação nacional e na Função Pública. A juntar-se às paralisações, regista-se no país uma crise no abastecimento de gasolina, que já vai em mais de dois meses, com os automobilistas desesperados face à esta situação.
Quanto à greve na Função Pública, desde maio e que entrou na sua quinta paralisação, persistem os desentendimentos entre a Central Sindical e o Governo.
José Alves Té, porta-voz da comissão negocial de grave da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné-Bissau (UNTG) , maior central sindical do país, disse que ainda o Governo "não se dignou em participar na mesma mesa de negociações com a central sindical", apesar desta vaga de paralisações e pelo facto o sindicato vai adotar outras formas de luta.
"Além desta vaga de greves que não surtiu efeito, porque até agora não conseguimos dialogar com as autoridades governamentais, achamos por bem adotar outras medidas de reivindicações, que começará com uma marcha marcada para esta quarta-feira, dia 11 de julho. Talvez no futuro possamos avançar com outros protestos", disse Alves Té.
Ano letivo anormal
Segundo um retrato do país feito recentemente pelo Sindicato Nacional dos Professores (Sinaprof) a Guiné-Bissau está a enfrentar atualmente dificuldades de vária ordem que colocam a vida das populações em perigo. O Sinaprof aponta como exemplo um dos piores anos letivos na história do país, cujos resultados no "futuro das crianças em idade escolar serão muito negativas". As aulas que tiveram início em janeiro já sofreram "várias interrupções devido às sucessivas greves dos professores e até hoje o ensino escolar no país não conheceu a normalidade". Essas sucessivas greves decretadas pelo Sinaprof poderão "colocar em risco os exames do ano letivo nas escolas públicas" que normalmente deverão ter início no dia 16, admitem os próprios professores.
Em comunicado distribuído esta terça-feira (10.07) aos órgãos de comunicação social, o presidente interino do Sinaprof, Domingos de Carvalho, acusou o Governo de não respeitar "a palavra dada", segundo a qual os cerca de 1.700 professores, com salários em atraso, relativos aos anos de 2011 a 2013, iriam receber até ao passado mês de março.
A dívida refere-se aos chamados "professores do novo ingresso", docentes recém-admitidos no sistema e os contratados.


Fonte DW.